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Como medir o mundo

Olááááa! :D

Hoje, eu vou contar uma coisa muito bacana que aprendi. Não é barraco nem crítica ácida contra ninguém dessa vez.
Estava eu em Sampa City com uma das minhas melhores amigas, ela é maravilhosa e está fazendo Direito numa faculdade top! Um professor dela a ensinou o sentido de uma frase bastante conhecida, mas pouco entendida: "O homem é a medida de todas as coisas". Entenda-se por 'homem' como ser humano e não como sexo masculino, por favor.
A explicação foi que se você acha que todos a sua volta vão te trair, é porque você trai os outros. Se você acha que sempre estão tentando te passar para trás, é porque você passa os outros para trás. Se você acha que todos são bonzinhos é porque você é bonzinho com os outros. Dessa forma, você é a medida de todos a sua volta.
Eu achei extremamente interessante! Geralmente, eu sempre sou feita de idiota porque confio demais nas pessoas e nunca tive vergonha de dizer isso. Por duas vezes conheci gente que era uma coisa e se passava por outra e eu nem suspeitei, afinal de contas "para que a pessoa teria necessidade de mentir?". Hoje, eu entendo que o fato de ser extremamente sincera e direta faz com que eu não desconfie que as pessoas estejam me falando mentiras.
Sinceramente, e quem me conhece de verdade sabe, eu não levo jeito para mentir. Eu não me sinto bem! Quando conheci as duas figuras infelizes do Tinder que tinham namorada e noiva, eu os disse no primeiro encontro "não quero nada sério". Eu não liguei que pudessem me chamar de puta (como realmente fizeram depois) e me julgar, eu só liguei de ser sincera e não brincar com os possíveis sentimentos de alguém (porque sim, eu ainda acredito que sentimentos existam... o que, segundo minha temática, significa que eu tenho sentimentos). Eu tenho consideração pelas pessoas, porque no fundo, espero que elas tenham consideração para comigo.
Parece meio fantasioso, e eu realmente começo a acreditar que seja. Ser bom não leva a caminhos muito agradáveis. Não vou negar também que depois de várias decepções eu aprendi a desconfiar bem mais, o que não significa necessariamente que eu tenha me tornado alguém que não merece confiança. 
Meu ex-namorado era extremamente ciumento! Puta que pariu, como era insuportavelmente ciumento, mas ele era confiável (e eu tenho muitos defeitos para falar dele, mas esse não posso dizer porque seria injusto). Ele nunca me traiu e jamais trairia. Eu digo isso com a certeza de quem conviveu muito com ele por três anos (e se eu estiver errada, já sabem, é porque jamais trairia alguém também, mas brincadeira, ele era correto nisso mesmo). A questão do ciúmes dele se devia ao fato dele ter sofrido algumas decepções antes de mim, com meninas que diferente de mim, não eram confiáveis e leais. É o mesmo raciocínio dos imbecis que conheci no Tinder. Não tem como continuar acreditando que o mundo é lindo quando ele te dá vários tapas na cara e te manda acordar. Uma hora você acorda mesmo.

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De volta para minha terra I

Olá pessoas!
Como vai a vida? A minha vida tá meio bagunçada.
Eu vim passar o fim de semana ("vim" porque ainda estou) em Sampa! Uhuuu!
Fiquei um mês e meio fora da minha terrinha tão querida <3
Quando eu saí daqui da cidade que não dorme e fui para o interior eu chorei litros pela saudade que sabia que iria sentir. Não foi engano! MAS, o vislumbre das coisas novas e o costume da nova rotina me fizeram esquecer como é estar aqui. Esqueci a saudade, ou aprendi a conviver com ela.
Ainda assim, quando subi no ônibus para voltar para São Paulo senti uma enorme paz. Meu subconsciente sabia que eu estava indo para casa! Quando eu entrei na Marginal Tietê e vi as filas inacabáveis de carros e incontáveis luzes vermelhas acesas, eu senti uma sensação de pertencimento tão grande que é inexplicável.
Ao pisar em casa, eu senti a segurança que talvez nenhum outro lugar me dê: meu lugar no mundo é aqui. E eu não digo isso pela cidade, eu digo isso porque é a realidade da vida mesmo. A casa dos meus pais é o lugar que eu sei que sempre será de alguma forma meu e vai ser sempre meu porto seguro. 
Tocar as paredes, o corrimão, sentar nas cadeiras, tocar os interruptores e maçanetas, ligar o fogão, abrir a geladeira, olhar a louça, reconhecer a organização, tomar banho... respirar! É tudo tão diferente no seu próprio lar. Eu jamais saberia analisar tão bem a minha casa se não saísse dela por um tempo. Não digo que me tornei visita, mas estou muito mais distante. Observo cada centímetro com amor.
Pegar ônibus, metrô, trem! É incrível <3
Rever o ritmo da cidade que eu tanto conheço. Andar em shoppings, rever amigos, almoçar com a família, comer iguarias familiares, sair com a família! É tão bom não se sentir só! É tão bom ser mimada e ser amada!
Sair do shopping, pegar o ônibus e se despedir daquele lugar mentalmente. Fechar os olhos e perceber que ainda reconheço cada curva e consigo saber em que parte do trajeto estou sem nem precisar olhar. 
Não existe palavra que descreva como eu passei a observar minha cidade. Não tem palavra que demonstre o que eu sinto por ela.
Em contrapartida, eu sinto que minha mudança é parte muito importante do meu crescimento pessoal. Me adaptar a perder (ou melhor, me afastar) da minha essência, aprendendo a me descobrir mais forte e renovada todos os dias. Aprender um novo ritmo de vida, nova rotina, novas obrigações, novas paisagens. Um novo lugar para chamar de meu.
São Paulo é como uma pessoa. Cheia de defeitos que irritam muito, mas também encanta, entretêm e apaixona. Sampa surpreende a cada dia, Sampa não pára nunca, Sampa brilha à noite, Sampa é a terra das minhas mais profundas reflexões. Com toda sua imensidão, Sampa também é solitária, fria e vazia. Mesmo no meio de uma multidão, Sampa pode se mostrar assim. Cada pessoa no seu afazer e com seus problemas, num ritmo meio insano e doente, ninguém repara em ninguém. Porém, a diversidade de estilos, gostos e costumes faz dessa cidade a mais completa de todas.
Enfim, eu amo estar aqui! Mas, é muito estranho entrar na sua casa e ver que as coisas continuaram seu ciclo enquanto você não estava lá para ver. Me senti um pouco turista. Triste! Costumava ser tudo tão meu, agora é difícil se afastar tranquilamente.
Mas eu adoro  minha nova vida lá. Estou tendo a chance de construir algo e isso também me encanta. Mesmo ainda perdida, sem saber sequer onde comprar pão, é nessa cidade que dorme que eu vou viver os melhores anos da minha vida. 
Bom, essa foi uma ponta do iceberg de emoções que tive nesse feriado, obrigada por compartilharem esse momento comigo.
Amanhã: bye bye Sampa City :/

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Sobre namorar e ser solteira

Oi galera!
Nossa, eu me odeio por não escrever tanto quanto antes, mas ok.

Eu estava tomando banho e pensando (para variar) e lembrei que este mês (mais precisamente dia 1) fez um ano que estou solteira. "É motivo de alegria?" Sim. "Oh, como você é sem-coração!" Bitch, please.
Não é a primeira vez que falo sobre o meu último namoro cheio de NÃOS e MIMIMIS. Portanto, ter saído dessa relação (depois de ter me acostumado com ela havia três anos) foi algo glorioso para mim. Acredite, sair de uma situação dessa é bem difícil. Conhecer a família da pessoa que mora na puta que pariu, ter amizade com xs tixs, primxs e outros parentes é bem complicado também e piora muito o término quando você pensa na aceitação que já teve e como vocês se dão bem... parece que essa foi uma sorte única na sua vida. Tudo babaquice. Existem inúmeras famílias legais que irão com a sua cara, e se não forem, foda-se!
A questão na verdade era o que eu tirei de lição dessa minha fase (muito importante da vida). Então agora eu mostro meu lado filosofa e reflexiva. 
Não vou ser ingrata e dizer que foram anos totalmente horríveis e etc. Nem sequer apaguei todas as fotos, porque acredito que seria um insulto aos bons momento que eu vivi, independente de estar acompanhada ou não. E até mesmo um insulto com meu ex que, com todos os defeitos, também tinha qualidades (como todo ser humano) e foi importante para mim.
Eu costumo comparar as pessoas a tijolos. Não importa se a pessoa foi legal ou filha da puta com você, ela passou pela sua vida e te ensinou alguma coisa. Dessa forma, ela ajudou a moldar a pessoa que você passou a ser dali para a frente. A pessoa se tornou um tijolo que ajudou (de forma boa ou ruim) a construir quem você é. Não importa se você odeia ela ou não, não tem como tirá-la da sua vida. 
Eu não tento tirar meus namoros da minha vida. Eu vivi bastante coisa e aprendi demais! Hoje, sou uma pessoa totalmente diferente, mas se não tivesse passado pelas coisas que passei, talvez eu fosse igual eu era antigamente. Amadurecimento não se adquire só com acertos.
Eu acho sim que comecei a namorar cedo demais. Uma pessoa de 14 anos não tem condições de escolher um amor para sua vida inteira. Mas acho também que ter começado cedo me deu a chance de aprender várias coisas a tempo de acertar na próxima vez. Terminei com 17 anos e isso ainda é bastante cedo, então eu tenho como errar algumas vezes ainda.
Hoje, eu não erraria as mesmas coisas de antes. Fala sério! Tem tanta coisa para errar, tem que cometer erros diferentes. Óbvio que não foi um processo consciente quando acabei permitindo que controlassem meus amigos, roupas, rolês e horários. Mas, hoje, eu teria um cuidado maior em reservar meu espaço para que não acabasse virando uma meio-marionete novamente.
Namorar não pode ser uma condição imutável e é preciso ter consciência disso. Namorar é uma escolha que se faz todos os dias quando você percebe que ainda quer aquela companhia com você (não vou dizer "se apaixonar todos os dias pela mesma pessoa" porque já é forçar a barra). Aquela mania idiota que acontece nos relacionamentos de dizer "não gostei, apaga" ou "não gosto delx, para de ser amigx da pessoa" é o fim da picada!
Primeiro, vamos confiar nx parceirx né? Segundo, insegurança é broxante! Terceiro, ESPAÇO e LIBERDADE são fundamentais.
Achar que o namoro é uma condição fixa e que tudo além dele pode ser modificado para o bem do relacionamento é FURADA! Por isso que eu disse que a escolha do namoro deve ser feita todos os dias quando você olha para a pessoa e mesmo que você não goste dos seus amigos ou coisas dessa espécie, você quer estar com ela, e não pedir para ela escolher entre os amigos e você!
Moral da fucking história: namorar (para mim) é uma ESCOLHA, não a compra de uma camisa de força!
Ser solteira é decidir se eu saio hoje ou não, escolher meus amigos, decidir onde e que horas volto, comprar as roupas porque EU gosto e falar besteira sem ouvir mimimi. Resumindo, foi uma carta de alforria. Logo, eu comemorei sim. Hoje, com muito mais aprendizado eu enxergo as coisas de uma forma muito diferente.  
"Ah, mas quando você ama, você não consegue terminar!". Amor é querer bem, querer perto e querer feliz. Amor não é uma coisa tão rara assim. Você pode ver amor na vida como um todo e ver amor nas coisas mais simples da sua vida. Eu, por exemplo, vejo amor no ato de me arrumar, pegar meu fone de ouvidos e sair pela rua andando com trilha sonora, como nos filmes. Eu vejo amor em deitar na rede com um livro. Eu vejo amor em tantas coisas... Eu veria amor em me sentir bem perto de alguém e não em ser prisioneira de uma dependência cujo apelido recebido foi "amor". Namoro causa uma sensação de dependência, que nada mais é do que o costume de estar junto. O fato de ter feito planos incluindo aquela pessoa também dá a impressão de que há um "amor". Para mim, amor é escolha (às vezes, uma escolha bem difícil). Olhar para a pessoa que te causa mal e pensar que a ama, isso é dependência! Olhar para alguém que te causa o bem e amá-la é escolha, é racional e é saudável. Romper a inércia de um relacionamento longo de bosta é bem difícil. Eu fiquei bem orgulhosa de ter conseguido enxergar que amor mesmo é o que eu sentia por mim o bastante para abandonar o "costume" de estar junto de quem queria me mudar.
Acho que é isso, povo. Beijos de luz :*

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O médico e sua cantadinha

Oi galera!
É, eu não morri. Ainda. 
Eu estou numa cidade nova, está bem movimentada minha rotina, não tenho tido muito tempo para abrir meu coração (aawn que meiga! haha).
Acontece que, recentemente, eu fiquei (e ainda estou) doente. Minhas amígdalas resolveram inchar para tentar me sufocar fechando totalmente a minha preciosa entrada de alimentos. Eu senti muita dor, eu passei fome, eu sofri (parece drama e é drama, mas ao mesmo tempo é verdade).
Ai beleza. Qual é o problema de ficar doente longe dos pais, sem sua família fofa e seu papai para te levar no médico e te dar remédio? "Nenhum".
Enfim, eu consegui pessoas legais (little friends) para me levarem ao hospital. Eu só pude ser atendida no hospital público porque meu plano de saúde resolveu que na cidade em que eu vim morar, eu mereço morrer doente mesmo e foda-se.
Ok, eu fui levada para a UPA (unidade de pronto atendimento) e eu nem achei tão ruim. O engraçado foi quando eu entrei na sala do médico.
Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou agitada, espontânea e infantil até. Quando o médico perguntou se eu estava bem, eu já comecei a ser eu mesma.
Detalhes à parte, o médico riu quando eu falei um palavrão e deve ter sentido algum tipo de liberdade (proveniente da cabeça dele). 
-> Ele olhou na minha ficha e disse "você tem 18 anos, que delícia". Ai eu falei "de que adianta ser novinha se já estou toda doente...".
-> Ai ele falou algo do tipo "ah, mas você é bonita, toda gatinha.." e eu dei risada, porque eu sou tão jumenta que eu não estava nem sentindo que tinha intenção por trás disso.
-> Ai o médico falou "seu namorado está ai fora?" e eu inocentemente (como boa inocente que sou) dei risada e falei "que mané namorado!". Daí, ele olhou meio "wow" e perguntou "por que?", ai a trouxona aqui respondeu "isso não dá certo, ou você casa ou termina". PRONTO! O médico achou que era meu amigo! Começou a falar da vida dele, da mãe dele... e, de repente, ele falou a pérola da noite.
-> Ele disse "ah, eu também não quero casar. Todo fim de semana eu vou para Ribeirão Preto, fico num hotel TOP, fico de boa. Faz pouco tempo eu comprei um camaro zero! Eu vou arrumar mulher para que? Arrumar uma namorada novinha levar para passar o fim de semana comigo, beleza. Agora, casar? Não."
Eu queria dizer que, ainda assim, eu não pensei que ele estivesse sendo o idiota que ele foi. Continuemos.
Ele me passou o remédio, eu pedi uma injeção para que eu melhorasse logo e pudesse me alimentar e tal.
-> Ai, ele me receitou um remédio e eu perguntei "esse remédio é muito caro?" (ai você talvez não entenda porque eu perguntei isso, mas acontece que, às vezes, ele pode trocar um remédio caro por um parecido mais acessível, porque recentemente eu descobri que remédio é muito caro). Ai ele olhou e falou "Não é não... ah, esse segundo ai eu acho que tenho no carro...". Ai eu falei "não, se não é caro eu não ligo de comprar."
-> Acabando a consulta, ele falou "me adiciona no face, se não melhorar ou qualquer coisa, você fala comigo por lá" e eu fiquei tipo "ah, beleza, pode deixar". Ai ele completou "tem uns vírus lá, umas coisas que eu não sei como eu peguei, mas acho que não passa". Ai eu (ainda inocente achando que o médico era só simpático) disse "acho que só pego se eu clicar". Ai ele disse "ah, acho que você não vai querer clicar, foto de mulher pelada...". Ai eu dei risada, disse que não e tal, nos despedimos e fim.
Quando eu contei para os meus amigos eles disseram que o cara tava dando em cima de mim. Ai eu reparei e pensei "filho da puta!". O problema não é ele me chamar de "gatinha", é ele vir tentar me impressionar com um carro caro e sua condição financeira. 
Eu já disse aqui uma vez que acho ridículo quando associam a imagem da mulher com uma mercenária louca por carros. Se você acha que carro é ímã de mulher, eu quero que você morra com seu carro enfiado no cu.
Na verdade, é meio deprimente até. Parando para pensar, se seu carro e seu dinheiro são as únicas coisas que você tem para oferecer para alguém, você é um bosta, e eu tenho pena de você.
Beijos de luz :*

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Ser mãe na adolescência

Oi galera! 
Bom, banhos têm duas funções: te deixar limpo e te fazer refletir.
Pois então, eu estive refletindo sobre quantas jovens, próximas a mim, eu já conheci que estavam grávidas e sabe, foram poucas até. Quando eu estava na sétima série, tinha uma garota grávida que deu a luz nas férias de junho (enquanto ela dava a luz, eu tinha minha menarca! Logo, (na época) eu fiquei horrorizada com a situação dela né). Depois, eu vi que, recentemente, uma antiga colega de turma minha também teve um bebê.
Essa história de engravidar na adolescência sempre causa tanta polêmica, que acaba sendo difícil de conversar a respeito, mas essa é a perspectiva de vida de várias garotas. Antigamente, era comum que meninas se casassem e tivessem filhos aos 17 anos de idade. Hoje, se fazem isso são criticadas de forma dura pela maior parte da sociedade. Acontece que, ainda hoje, várias garotas têm esse sonho de construir uma família e pronto.
O ponto é que, mais uma vez, as convenções sociais impõe o que deve ou não ser feito pelas garotas/mulheres. Ninguém consegue simplesmente respeitar a decisão ou a situação de cada um. É preciso sempre hierarquizar as escolhas, como se, por cursar Engenharia Química, eu fosse melhor do que alguém que escolheu cuidar da casa e dos filhos. Não faz sentido!
Feminismo, para mim, é buscar a liberdade de fazer o que quiser com seu corpo e sua vida, não se trata de largar o tradicional obrigatoriamente, mas poder escolher se quer ou não aquilo. Não por ser mulher ou homem, mas por ser um indivíduo que quer fazer algo e fim. 
Acontece que a garota que tem nos braços seu filho é sempre vítima de julgamentos sobre sua "falta de responsabilidade" enquanto a garota que tem nos braços seus livros é "admirada" como se valesse mais (ou criticada por pessoas machistas que acham que mulher tem que cuidar da casa, mas enfim).
O que quero dizer é que ninguém é melhor do que ninguém! Seja a gravidez uma escolha ou um acidente. Errar é humano e ninguém tem nada a ver com isso, a menos que ajude a pagar suas contas e consertar suas burradas. 
"Tinha um futuro inteiro pela frente!" - e não tem mais? Ora, a menos que a garota morra no parto, ela vai continuar tendo um futuro pela frente. Aprenda que futuro não é só aquilo que você valoriza e acha vantajoso. Futuro não é só estudar feito louco para ter dinheiro. Caso essa seja sua opinião é muito simples: faça isso :D
Às vezes, é um acidente, ok. Mas mesmo assim, as pessoas precisam parar de julgar sob seus valores a situação dos outros. Já que se importa tanto com a vida da jovem grávida, então ajude ao invés de denigrir sua imagem com boatos e olhares de desprezo.
A opção "ser mãe" e "não ser mãe" são igualmente bonitas e dignas. Não cabe a terceiros decidir o destino alheio. Quando mulheres se negam a ser mães, são criticadas. Quando mulheres são mães, são criticadas. Pois então as mulheres têm que ser mãe a hora que você acha certo? Só para lembrar: meu corpo, minhas regras. 
Mamães ou não-mamães vocês são livres, lindas e merecem respeito. Empoderem-se! 

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